Especialistas em segurança de vôo se dividem sobre as medidas para as operações no Aeroporto de Congonhas, anunciadas nesta segunda-feira pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Para Carlos Camacho, do Sindicato Nacional dos Aeronautas, as mudanças são "irresponsáveis". Ronaldo Jenkins, do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, acredita que o aeroporto "volta a normalidade".
"O que eu posso dizer é que o ministro recuou bastante e, tomando essa responsabilidade para si, será o responsável pelo próximo acidente aéreo", disse Camacho. Para ele, as medidas mostram que o ministro cedeu às pressões das companhias aéreas e dos demais órgãos, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
Segundo o sindicalista, a entidade foi pega de surpresa com o anúncio. "Esperávamos mais restrições a Congonhas. Essas concessões anunciadas hoje não deveriam ter sido feitas". Camacho declara que os funcionários pedem por mudanças em Congonhas há muito tempo e, com o acidente com o Airbus da TAM, "a própria história provou que estávamos certos".
Conectividade
Especialista em segurança de vôo, Jenkins acredita que as medidas são boas e devolvem a "conectividade" ao aeroporto. "As restrições, instaladas em julho, foram medidas imediatas, de emergência, para aplicar as outras limitações em relação ao tamanho e peso das aeronaves que operam em Congonhas", disse.
Para ele, a volta de algumas limitações não coloca em risco a segurança de pasageiros e funcionários que passam por Congonhas. "A segurança está perfeitamente assegurada, com certeza", disse.
Futuro dos aeroportos
Jenkins declara que o cancelamento da construção de uma terceira pista no Aeroporto de Guarulhos "é uma pena, pois São Paulo merece e precisa de alguma obra que desafogue o tráfego aéreo cada vez maior".
Para o comandante, tanto Congonhas, como Guarulhos já estão perto de sua capacidade total. "Temos que arrumar algum jeito, aumentar os aeroportos existentes, ou construir um terceiro em São Paulo com urgência", declara Jenkins.
Autor: Juliana Simon
Data: 21/01/2008
Fonte: Último Segundo
Link: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/01/21/novas_medidas_para_o_aeroporto_de_congonhas_dividem_especialistas_1159894.html
"O que eu posso dizer é que o ministro recuou bastante e, tomando essa responsabilidade para si, será o responsável pelo próximo acidente aéreo", disse Camacho. Para ele, as medidas mostram que o ministro cedeu às pressões das companhias aéreas e dos demais órgãos, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
Segundo o sindicalista, a entidade foi pega de surpresa com o anúncio. "Esperávamos mais restrições a Congonhas. Essas concessões anunciadas hoje não deveriam ter sido feitas". Camacho declara que os funcionários pedem por mudanças em Congonhas há muito tempo e, com o acidente com o Airbus da TAM, "a própria história provou que estávamos certos".
Conectividade
Especialista em segurança de vôo, Jenkins acredita que as medidas são boas e devolvem a "conectividade" ao aeroporto. "As restrições, instaladas em julho, foram medidas imediatas, de emergência, para aplicar as outras limitações em relação ao tamanho e peso das aeronaves que operam em Congonhas", disse.
Para ele, a volta de algumas limitações não coloca em risco a segurança de pasageiros e funcionários que passam por Congonhas. "A segurança está perfeitamente assegurada, com certeza", disse.
Futuro dos aeroportos
Jenkins declara que o cancelamento da construção de uma terceira pista no Aeroporto de Guarulhos "é uma pena, pois São Paulo merece e precisa de alguma obra que desafogue o tráfego aéreo cada vez maior".
Para o comandante, tanto Congonhas, como Guarulhos já estão perto de sua capacidade total. "Temos que arrumar algum jeito, aumentar os aeroportos existentes, ou construir um terceiro em São Paulo com urgência", declara Jenkins.
Autor: Juliana Simon
Data: 21/01/2008
Fonte: Último Segundo
Link: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/01/21/novas_medidas_para_o_aeroporto_de_congonhas_dividem_especialistas_1159894.html
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