O Ministério da Defesa estuda antecipar o fechamento de Congonhas, das 23h para as 22h30. A medida, segundo o ministério, é para "dar mais segurança" ao passageiro. Hoje, o último vôo pode decolar às 22h59. Com a mudança, o limite será 22h30 --não há prazo para a medida entrar em vigor.
A idéia faz parte do pacote que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgou na quinta-feira. Está prevista ainda a diminuição de slots (permissões para pousos e decolagens) no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo).
Das atuais 33 operações por hora, só 30 serão liberadas para a aviação comercial. Outros dois slots continuarão com a aviação geral (táxi aéreo e jatos particulares). É a terceira redução em três meses.
Antes do acidente com o avião da TAM, eram 64 pousos e decolagens/hora. Depois, o governo cortou para 35 operações, com a justificativa de que o aeroporto estava saturado.
Outra decisão foi liberar os slots de oportunidade (quando aeronaves aproveitam "buracos" de horário deixados por outros vôos), proibidos desde o acidente e que voltam a vigorar neste sábado, somente na pista auxiliar e para a aviação geral.
A agência também estuda obrigar as empresas a configurar as aeronaves para pista molhada, mesmo que ela esteja seca. Por conta disso, os aviões poderão ter que chegar em Congonhas com menos peso e menos passageiros.
O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse ontem que o governo vai criar um mecanismo para punir com multa as empresas aéreas no caso de atrasos e cancelamentos de vôos. A penalidade é parte de um pacote para o setor que deve ser anunciado na próxima semana.
"Vamos caminhar para formas que estimulem economicamente as companhias a cumprirem os horários e evitar os cancelamentos de vôos", disse o ministro, em visita a São José dos Campos (91 km de SP).
Fonte: Folha de S. Paulo - Cotidiano
Data: 24/11/2007
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u348274.shtml
Veja também: Aeronáutica quer decolagens após as 23h em São Paulo
"Mais importante que o lucro é a vida"
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Congonhas pode passar a fechar mais cedo
Postado às
00:26
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo
Clippings Análises
- Análise do "Esclarecimento à Sociedade" feito pela TAM confrontado com a IS-RBHA 121-189
- Análise sobre a 'reengenharia da verdade' protagonizada por Denise Abreu
- Documentos comprometedores (retirados) do site da ANAC
- Análise do CVR do vôo 3054
- Análise sobre a Estrutura Militar na Aviação Civil
- Análise do Regimento Interno da ANAC
- Análise sobre a Regulamentação do Aeronauta
- Análise sobre a Filosofia da TAM
- A Infraero bate continência
- Tripulantes Técnicos Proibidos de Servir como Recepcionistas
- Militares pedem "opção técnica" na pasta da Defesa
- Valor de mercado de TAM e Gol cai R$ 5 bi com "apagão aéreo"
- Seguro, sinistro e prêmio
- Medidas para o Aeroporto de Congonhas dividem especialistas
- TAM proíbe pousos sem reverso e compra alarme para manetes
- Sobre carta pública enviada pelo SNA
- Propostas preliminares do GTI ao Ministro da Defesa
- Alerta Sobre a Crise Aérea: Manifesto dos Aeronautas e Controladores à Nação Brasileira
- Omissão criminosa
- Primeira Ação nos EUA em Favor de Gaúcha Morta em Acidente da TAM
- Congonhas pode passar a fechar mais cedo
- Aeronáutica quer decolagens após as 23h em São Paulo
- Integrantes de CPI vão de graça a show pago pela TAM
- FAB diz que empresas escondem panes
- Polêmicas da atual crise aérea
- Esclarecimento à Sociedade
- TAM receberá pelos prejuízos que causou com acidente
- TAM tem apólice de seguro de US$ 1,5 bilhão
- Fwd: Segurança de Vôo: Militares x Civis
- Fwd: Sobre o Airbus
- Todos contra Bologna
- Militarização compromete novos rumos da Anac
- A questão da nomenclatura
- Se fosse convento, Infraero não teria tantos processos
- Presidente! Não provoque as Forças Armadas!
- As Forças Armadas e a aviação comercial
- Um Plano de Vôo para o País
- A lição da ANAC
- A origem do caos aéreo no Brasil
- CPE de Congonhas recebe vice-presidente da TAM em reunião
- De: Argentina, Para: Brasil - A História se Repete
"Quando falamos sobre alguém que perdeu a vida em um acidente, por algum erro operacional inadmissível, devemos sempre lembrar do seguinte: Ele lançou mão de todos os seus conhecimentos e tomou uma decisão. Ele acreditava tanto nesta decisão que apostou nela a sua vida. O fato de ele ter errado não é uma estupidez... é uma tragédia. Todos os chefes e colegas que tiveram contato com ele, tiveram a oportunidade de influenciar o seu julgamento. Por isso, cada vez que alguém se vai em um acidente, um pouco de cada um de nós também vai junto."
0 comentários:
Postar um comentário