Ao contrário de outros segmentos importantes do mercado, o transporte aéreo opera diretamente com vidas humanas. Neste contexto, a sociedade beneficia-se com a existência de um mercado sustentável, operado por empresas socialmente responsáveis. Numa atividade importante como a Aviação Civil, acreditamos ser inaceitável que empresas concessionárias sejam autorizadas a operar sob uma lógica irresponsável que prioriza, nesta ordem: (1) lucro, (2) segurança, (3) clientes e (4) funcionários. Explicamos:
A empresa TAM, em sua página Institucional, apresenta uma filosofia que orienta a "cultura da empresa". Seria muito enriquecedor se os atuais dirigentes da companhia tivessem a oportunidade de esclarecer à sociedade brasileira sobre o raciocínio seguinte.
Se "Nada substitui o lucro" (este é o 1º mandamento da empresa), quando funcionários tomadores de decisão precisam escolher se o investimento em segurança deve ser máximo ou mínimo, os controladores da empresa esperam que a escolha seja pelo lucro máximo ou pela segurança máxima?
Se o mandamento da companhia que faz referência à segurança fica em 3º na lista de "Os 7 Mandamentos da TAM", estaria errado pensarmos que, apesar de a segurança ser mais importante do que o cliente, nenhum dos dois supera o lucro em importância? (3º mandamento: "Mais importante que o cliente é a segurança".)
O cliente, por sua vez, parece ser o 3º em importância (perdendo "apenas" para o lucro e a segurança). Se a "nossa política" da TAM tem como regras:
"1ª Regra: O cliente sempre tem razão"
"2ª Regra: Se o cliente alguma vez estiver errado, releia a 1ª regra"
estaria errado pensarmos que, finalmente, aquele que serve ao cliente, o funcionário, é o 4º em importância?
Como seria possível cumprir a missão da empresa?
"Missão: Trabalhar com o Espírito de Servir faz as pessoas mais felizes"
Gostaríamos de ir além: será que a companhia consegue "Ser a companhia aérea preferida das pessoas, com alegria, criatividade, respeito e responsabilidade"? (Este é o item "Visão".)
Enquanto o mercado resistiu, talvez esta filosofia tenha feito felizes os acionistas de empresas que optam por operar assim, como acreditamos ser o caso da TAM e de outros players do setor aéreo brasileiro. O problema é que como este modelo não é sustentável a longo prazo, hoje não apenas os clientes e funcionários sofrem as conseqüências da metástase da aviação civil nacional, mas inclusive os próprios acionistas.
Acreditamos, sinceramente, que o lucro deve ser o objetivo final de qualquer empresa privada. Antes dele, entretanto, devem haver valores que garantam responsabilidade social e que mantenham o mercado saudável. Ou melhor, os mercados: de trabalho, de consumo, de ações...
Uma empresa que siga os 2 mandamentos a seguir, muito provavelmente será capaz de trazer felicidade para funcionários, clientes e acionistas. E o melhor: a longo prazo.
1. Nada substitui a segurança
2. Mais importante que o lucro é o cliente
Em um mercado regulado por estes mandamentos, todos saem lucrando, inclusive (mas não só) os acionistas.
A empresa TAM, em sua página Institucional, apresenta uma filosofia que orienta a "cultura da empresa". Seria muito enriquecedor se os atuais dirigentes da companhia tivessem a oportunidade de esclarecer à sociedade brasileira sobre o raciocínio seguinte.
Se "Nada substitui o lucro" (este é o 1º mandamento da empresa), quando funcionários tomadores de decisão precisam escolher se o investimento em segurança deve ser máximo ou mínimo, os controladores da empresa esperam que a escolha seja pelo lucro máximo ou pela segurança máxima?
Se o mandamento da companhia que faz referência à segurança fica em 3º na lista de "Os 7 Mandamentos da TAM", estaria errado pensarmos que, apesar de a segurança ser mais importante do que o cliente, nenhum dos dois supera o lucro em importância? (3º mandamento: "Mais importante que o cliente é a segurança".)
O cliente, por sua vez, parece ser o 3º em importância (perdendo "apenas" para o lucro e a segurança). Se a "nossa política" da TAM tem como regras:
"1ª Regra: O cliente sempre tem razão"
"2ª Regra: Se o cliente alguma vez estiver errado, releia a 1ª regra"
estaria errado pensarmos que, finalmente, aquele que serve ao cliente, o funcionário, é o 4º em importância?
Como seria possível cumprir a missão da empresa?
"Missão: Trabalhar com o Espírito de Servir faz as pessoas mais felizes"
Gostaríamos de ir além: será que a companhia consegue "Ser a companhia aérea preferida das pessoas, com alegria, criatividade, respeito e responsabilidade"? (Este é o item "Visão".)
Enquanto o mercado resistiu, talvez esta filosofia tenha feito felizes os acionistas de empresas que optam por operar assim, como acreditamos ser o caso da TAM e de outros players do setor aéreo brasileiro. O problema é que como este modelo não é sustentável a longo prazo, hoje não apenas os clientes e funcionários sofrem as conseqüências da metástase da aviação civil nacional, mas inclusive os próprios acionistas.
Acreditamos, sinceramente, que o lucro deve ser o objetivo final de qualquer empresa privada. Antes dele, entretanto, devem haver valores que garantam responsabilidade social e que mantenham o mercado saudável. Ou melhor, os mercados: de trabalho, de consumo, de ações...
Uma empresa que siga os 2 mandamentos a seguir, muito provavelmente será capaz de trazer felicidade para funcionários, clientes e acionistas. E o melhor: a longo prazo.
1. Nada substitui a segurança
2. Mais importante que o lucro é o cliente
Em um mercado regulado por estes mandamentos, todos saem lucrando, inclusive (mas não só) os acionistas.
0 comentários:
Postar um comentário